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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

NOME PRÓPRIO TEM PLURAL?

Nome próprio tem plural?
Nomes próprios de pessoas (antropônimos), assim como marcas e nomes de produtos, têm plural: essa é a regra e a tradição. Exemplo é o conhecido romance português "Os Maias". Nele, Eça de Queirós traça a história de uma família (os Maias) ao longo de três gerações. 

Quando usar o plural de nomes?

Usamos o plural quando falamos de várias pessoas com o mesmo prenome, assim como ao nos referirmos às pessoas de uma família (exemplo: "Os Silvas não têm parentesco entre seus variados ramos"), às obras de um artista (exemplo: "Aquele museu abriga a maior coleção de Picassos conhecida"), ou ainda quando comparamos características de um mesmo artista (exemplo: "Há dois Pedros I na história da independência do Brasil: o viajante montado em mula, mal ajambrado, e o pintado no quadro de Pedro Américo, gravado na memória dos brasileiros, embora inverossímil").

A infração cometida pela imprensa 

Admitido como regra e de uso tradicional o plural dos nomes, há quem prefira reduzir sobrenomes ao singular, quando referenciada a família, tendência atual utilizada sobretudo pela imprensa. Condenada, a princípio, a exceção tem sido expandida, sendo a cada dia menos condenada.
Exemplo são as alusões à família Gracie:
O Vale-Tudo, luta que não tem regras definidas, nasceu das apresentações e lutas dos irmãos Gracie, que queriam provar que a técnica desenvolvida por eles funcionava. 

Regra geral: o plural segue a regra geral da flexão

O plural dos nomes próprios segue as mesmas regras dos nomes comuns: os Andradas, os Ferreiras, os Sotomaiores, as Peixotos, os Meneses, os Luíses, as Ineses, os Queiroses, os Rodrigues, os Joões (não Joãos), dois Rafaéis, vários Canalettos, os Miquelângelos. 


As exceções a observar

Faz sentido. Mas as regras que regem a ortografia oficial observa algumas exceções ou observações:


Nomes estrangeiros

Sendo o nome estrangeiro, com terminação estranha ao português, o plural é obtido pelo simples acréscimo da consoante "s", pois não se sujeitam à flexão do plural do idioma de origem: Beethovens, Disneys, Kennedys, Jacksons, Collors, Bushs (e não Bushes, por exemplo).


Nomes terminados em "s" ou "z"

Se o nome terminar em "s" ou "z", o plural é invariável: os Perez, os Sanches, os Rodrigues, os Vasques.
Exemplos:
Os Perez e os Sanches têm origem na Espanha.
Tudo foi olvidado aos Rodrigues, que seguiram a história desconhecendo seu passado.

Exceção da exceção: os Luíses. 

Exemplos:
Veja que se as Marias e as Joaquinas ou Marias e Clarisses soa bem aos ouvidos. 
Um bom exemplo, para não esquecer, é a música “O bêbado e a equilibrista”, de Aldir Blanc:
Chora,
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarices
No solo do Brasil…
O compositor, propositadamente, faz alusão à Maria, mãe do Henfil e à Clarice, esposa de Vladimir Herzog, ambos vítimas da ditadura; com o plural, abarca as mães e esposas que perderam seus filhos e maridos para o sistema ditatorial.
De outra sorte, pense na frase "Quantos Luis reinaram na França?" Não há como discordar: soa muito esquisito. 
Por conta disso, dizemos "Quantos Luíses reinaram na França?"

Sonoridade dos nomes

A regra aplicada a Luíses (que é a exceção da exceção) também faz exceção em qualquer caso, quando o nome a ser flexionado soar, igualmente, esquisito. Se não soar bem aos ouvidos, mantenha o nome no singular.
Exemplos:
Vagner, Gil, Ester, Mortimer.

Nome composto: qual elemento varia?

Neste caso não há unanimidade. 

Nome composto sem elemento intermediário

Se não há elemento intermediário (conjunção ou preposição), há quem defenda que apenas o último elemento deva ser pluralizado (os Delgado Pedrosos, os Ferreira Varellas, os Rui Barbosas); para outros mestres, é o primeiro elemento que deve assumir o plural (as Marias Aparecida, os Arrudas Sampaio); por fim, temos os que pluralizam ambos os elementos (as Marias Joaquinas, os Andradas e Silvas). 

Nome composto com preposição intermediária

Neste caso, apenas o primeiro elemento varia, assumindo a forma plural. Dizemos os Machados de Abreu, os Delgados Pedroso, Pedros da Silva (o segundo elemento mantém a forma singular).

A conjunção aditiva "e"

Se o nome composto integrar o elemento de ligação e (conjunção), apenas o  último elemento irá para o plural: os Andrada e Melos, os Andrada e Silvas. Flexionar o primeiro e o último elemento atrairia confusão. Entretanto, há quem defenda que o primeiro elemento, não o último, deva ser flexionado: os Andradas e Melo, os Andradas e Silva e outros flexionam ambos: os Andradas e Melos, os Andradas e Silvas.
Portanto, no caso da conjunção "e", por não haver acordo entre os gramáticos, resta a liberdade de escolha.




sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"NÓS VAMOS" OU "A GENTE VAI"? QUAL A FORMA CORRETA?

A gente ou nós: qual a forma correta?
Você sabe a diferença? Tanto "nós vamos" como "a gente vai" está correto. "Nós" é pronome pessoal do caso reto e "a gente", locução pronominal. Semanticamente, "a gente" tem o mesmo valor de "nós", equivalendo-se; portanto, são sinônimos. A atenção deve ser dada à conjugação dos verbos: existe "nós vamos" e "a gente vai", mas não "nós vai" e "a gente...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DÓLO OU DÔLO: COMO SE FALA?

Há tempos publiquei uma matéria em "CAUSOS": COLEGAS, AMIGOS, PROFESSORES e no Recanto das Letras que deu o que falar (rende até hoje): o texto que alude a uma passagem em que fui corrigida, no início do curso de Direito. Admiti meu erro na faculdade, aprendi a pronúncia correta, consultei...

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SERVO OU CERVO?

Servo ou cervo? Como se escreve?
Depende. As duas palavras existem no português, mas têm significados diferentes. Servo, com "S", é a pessoa ligada a uma gleba, que não pode dispor de si - portanto, não é livre -, pois obedece a um senhor; tem ainda a acepção...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

REQUIS, REQUERIU, REQUEREU: QUAL A FORMA CORRETA?

Quando surge dúvida na conjugação de um verbo, logo procuramos outro, semelhante, o que ocorre com frequência com os verbos requerer e querer, pois seria o primeiro (requerer), derivado por prefixação do segundo (querer). Seria, porque apesar da semelhança, a...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

COMO SE FALA: FÊCHE A PORTA OU FÉCHE A PORTA?

Atenda o telefone, por favor, enquanto fecho a porta. Feche a bolsa, para não atrair ladrões. São Paulo, conhecida pela pronúncia fechada das vogais, guarda um regionalismo curioso: os nativos...

terça-feira, 9 de maio de 2017

IMBIGO OU UMBIGO?

imbigo ou umbigo: como se escreve, como se fala?
Não diga que jamais teve essa dúvida, nem quando era criança e seu pai (ou mãe ou professor) o corrigiu.
O certo é umbigo, com "U". Imbigo não existe.
Mas existe embigo, com "E", que...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SOBRANCELHA OU SOMBRANCELHA?

O certo é sobrancelha, sem o "m". Sombrancelha não existe.
Dizer ou escrever "sombrancelha" é errado, mas o erro é comum. O Google que não me deixa mentir.
Basta uma pesquisada no site de busca para conferir. Exemplos não faltam.
O que não significa que escrever...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

BUNGINGANGA OU BUGINGANGA? DIFERENÇA, SIGNIFICADO, EXEMPLOS

Nem bunginganga, nem buginganga. Escreve-se bugiganga, com um "n" só.

A propósito, bugiganga é a quinquilharia, o objeto de pouco valor.

Vamos aos exemplos?

Rua 25 de Março: lugar de comprar bugiganga.


Você também é viciada ...

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"PREFIRO ISTO A AQUILO", NÃO "ISTO DO QUE AQUILO". DIFERENÇA, EXEMPLOS, EXERCÍCIOS.

     "Prefiro bicho do que gente": qual o problema desta frase?

     Prefere-se uma coisa a outra, não do que outra. 
     O correto seria "Prefiro bicho a gente".
     Preferir é antepor, escolher, apreciar mais, alguma coisa ou alguém, em detrimento de outra coisa ou pessoa: prefere-se isto àquilo.
     Se ao invés do verbo preferir tivesse sido utilizado o verbo gostar, a construção seria "Gosto mais de bicho do que de gente".
     A confusão é bastante comum. Uma rápida pesquisa na...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

INTERPÉRIES OU INTEMPÉRIES? Diferença, significado, exemplos

Intempéries é o plural do substantivo feminino intempérie. 

Interpérie não existe. É termo não registrado nem pela Academia Brasileira de Letras (ABL) nem pelos dicionaristas.
Intempérie é o mau tempo, a perturbação violenta...

domingo, 21 de fevereiro de 2016

DEFERIDO OU DIFERIDO/DIFERIU OU DEFERIU: SIGNIFICADO, DIFERENÇAS, EXEMPLOS

A mudança de uma vogal pode alterar todo o sentido de uma frase.
Deferir é despachar favoravelmente, conceder o que foi pedido; diferir é adiar, procrastinar, retardar, fazer durar ou demorar. Ou, ainda, ser diferente, divergir.
Assim, deferido é o pedido atendido e diferido é o que foi adiado ou o que é diferente.
Exemplos: 
"E em razão disso, defiro a antecipação de tutela, para obstar publicidade a quaisquer anotações negativas ao nome da Autora (Fulana, RG nº(clique em "mais informações" para ler mais)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

PERDA OU PERCA: DIFERENÇA, SIGNIFICADO, EXEMPLOS

Parece que tanto faz, mas não é verdade. A confusão se dá porque perca e perda são palavras com grafia e pronúncia semelhantes, ou seja, são parônimas. Como são...
Parece que tanto faz, mas não é verdade. A confusão se dá porque perca e perda são palavras com grafia e pronúncia semelhantes, ou seja, são parônimas. Como são palavras diferentes, requerem uso, também, diferente.
O correto é:
"O carro deu perca total" ou "O carro de perda total"?
"Giovana reclamou a perca dos sonhos" ou "Giovana reclamou a perda dos sonhos"?
"Perca as esperanças, Juvenal" ou "Perda as esperanças, Juvenal"?
Perda é substantivo, perca, verbo (terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo ou terceira pessoa do singular do imperativo).

Você diria "Não perda tempo" ou "Não perca tempo"? Diria que...
(clique em "mais informações" para ler mais)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

"HAVIA MUITAS PESSOAS" OU "HAVIAM MUITAS PESSOAS": O verbo haver. Diferença, exemplos.

O verbo haver, como sinônimo de existir, suceder, fazer, é impessoal e, portanto, não tem sujeito. Utiliza-se, pois, o verbo, na terceira pessoa do singular. 
Não há vagas. 
Havia muitas pessoas naquele lugar. 
Nunca houve mulher como Aurora. 
Haveria outras opções além da escolhida? 
A regra é mantida na formação de locução com um verbo auxiliar:
Deve haver muitas pessoas naquele lugar.
Pode haver... 

terça-feira, 14 de julho de 2015

DESPENDER OU DISPENDER: SIGNIFICADO, EXEMPLOS

Entendo haver uma justa causa para a confusão entre dispender e despender, o que não justifica o uso indevido, mas apenas a dúvida. 

Isso porque despender tem sua origem no termo latino dispendere, tendo evoluído a vogal original "i" (de dis) para o atual "e" (de des). A confusão se estabelece pela relação equivocada com a palavra dispêndio, que tem origem em outro termo latino, dispendium.

Afinal, dispender não existe no nosso vocabulário e despender é...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

"CAIR GEADA": A GEADA NÃO CAI

Pense um pouco: a geada é o produto da condensação das gotas de orvalho na planta. Então, não faz sentido dizer que "a geada caiu". Melhor dizer (e escrever) que a geada formou-se, que...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

VULTUOSO X VULTOSO: SIGNIFICADO, DIFERENÇAS, EXEMPLOS

Irineu, o vencedor da Mega Sena, recebeu vultuosa quantia. Poderá agora realizar todos os seus sonhos. E o de sua família, também.
Será?
Se o valor que recebeu é muito grande, é um valor de grande vulto, portanto, vultoso.
Uma silhueta pode ser

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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