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terça-feira, 12 de maio de 2009

AINDA EMBAIXO E EM CIMA

Em atenção ao comentário de Fabiana Farias à postagem "Embaixo" ou "em baixo"?, retomo o tema.
Pois é, Fabiana, fazer o quê?
Podemos nos socorrer do Dicionário de Questões Vernáculas, e nos consolar com o seu autor, o saudoso mestre Napoleão Mendes de Almeida:
"Já vimos, no verbete "de certo", a incongruência do sistema de 43 no grafar tais formas, considerando-as ora advérbios compostos, ora locuções adverbiais. Estamos diante de mais uma, pois enquanto consigna "em cima", em duas, oferece-nos "embaixo" numa só palavra.
Qual o critério para essa duaslidade gráfica? Nenhum, é a resposta, e confirmação disso obtém quem consultar o vocabulário oficial da academia; no verbete "cima", o relator dá as locuções formadas com essa palavra (de cima, em cima, em cima de, para cima, por cima, por cima de etc. - Este "etc." é do vocabulário); no verbete "baixo" o silêncio é completo. Como doutras feitas, o autor se esconde para não se ver apanhado em sua leviandade.
Se temos "por cima" e "por baixo", por que não temos "em baixo" ao lado de "em cima"? E assim: Se temos "de repente", por que não temos "de baixo"?

O Aulete não dá a forma sintética embaixo, mas no verbete baixo traz "em baixo (loc. adv.)" e dá o exemplo: "Este homem está muito em baixo". Do mesmo proceder é o Laudelino, que só traz a locução em baixo = na parte inferior. Comparem-se, por esses autores, estas orações:
- "Depois, senti lá em baixo, na raiz da montanha, um rir diabólico".
- "Depois, senti lá em baixo, na raiz da montanha, um rir diabólico".
Não há falar em unidade fonética na grafia "embaixo"; o verbo encimar aí está para provar que o motivo do bifrontismo ortográfico é outro. Também na locução "em pé" existem consoantes homorgânicas e ninguém ainda pensou em grafá-la "empé".
São graçolas da ortografia de 43: "Ele saiu DEBAIXO da mesa, você ouviu bem? Eu disso DE BAIXO". Lá juntos os elementos por ser locução prepositiva, aqui separados por ser locução adverbial: É ou não engraçada a nossa ortografia oficial?"
Acompanhando ou não o riso do professor, restam o incongruente e o decoreba, este reforçado pelas regras mnemônicas.
Se não é o bastante, seguem as definições dos termos BAIXO e EMBAIXO, do Michaelis (1). Afinal, como dizia o bom professor Gilberto Maistro, "o que abunda não falta".
baixo1
bai.xo1
adj (lat vulg bassu) 1 De pouca altura. 2 Pouco fundo. 3 Que está a pequena altura: Nuvens baixas. 4 Que, em relação a outro lugar, se acha em nível inferior. 5 Que está inferior a seu nível ordinário: O rio está baixo. 6 Que tem som grave. 7 Que mal se ouve. 8 De pouco preço; barato. 9 Grosseiro, ordinário (mercadorias). 10 Desprezível, ignóbil, vil. Antôn: alto, elevado.
baixo2
bai.xo2
sm (lat vulg bassu) 1 A parte inferior. 2 Sítio onde a água é pouco profunda; baixio, parcel, recife. 3 Coroa de areia ou lama que, à baixa-mar, fica quase à superfície ou se descobre completamente. 4 Som grave. 5 Mús Cantor, instrumento ou voz que ocupa a parte mais baixa na execução de uma peça musical. 6 Mús As cordas mais grossas de certos instrumentos. 7 Certa pisada dos cavalos de sela, que a adquirem por ensino, cômoda e própria para viagens; marcha (acepção 10).
baixo3
bai.xo3
adv (lat vulg bassu) 1 Em lugar pouco elevado. 2 Em tom grave. 3 Em voz baixa.
embaixo
em.bai.xo
adv (em2+baixo) Na parte inferior.
(1) http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues

2 comentários:

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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