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quinta-feira, 21 de maio de 2009

A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y

O que muda com a reforma ortográfica
PALESTRA. ANOTAÇÕES

EXPOSITOR SIDNEY GUSMAN
29 de abril de 2009
OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO
ANOTAÇÕES

Acordo ou reforma ortográfica?
Ao pé da letra é um acordo, mas o pessoal não quer saber de “acordo”.
O acordo é de 1990 e era para ser implementado a partir deste ano (2009) e até 2012. Somente aí se...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PLEONASMO OU REDUNDÂNCIA

pleonasmo ou redundância: corte o inútil
Pleonasmo é a repetição de termos supérfluos, evidentes ou inúteis na frase. À exceção dos pleonasmos estilísticos, e assim mesmo apenas em casos especiais, evite os que comprometam o texto.
Corte o inútil, que cansa e causa desconforto ao leitor.

"Descer para baixo" e "subir para cima" todos conhecem. Assim como "entrar para dentro" e "sair para fora". "Correr uma corrida" é um pouquinho diferente.
Abertura inaugural: a abertura só pode ser...

NA DEFENSIVA

"Estar na defensiva" é errado, porque defensiva é adjetivo, e o adjetivo qualifica um substantivo.
Também:
Ninguém corre atrás do prejuízo (conhece alguém que persegue o prejuízo?).
Ninguém corre perigo de vida (corre-se perigo de morrer, perigo de morte).

"MEIO-DIA E MEIO" OU "MEIO-DIA E MEIA"?

Já parou para pensar sobre isso?

meio dia e meia ou meio dia e meioAqui trabalhamos com a lógica.
O meio-dia é a metade do dia (metade de vinte e quatro são doze: doze horas), momento que divide o dia em duas partes iguais e em que o Sol está no zênite.
A meia (ou meio) refere-se à hora e não ao dia.
É uma frase que representa uma soma: o meio do dia...

EM QUE LÍNGUA?

Tangerina, no sul, é bergamota.

Mandioca pode ser aipim ou macaxeira.
Em São Paulo, joga-se pebolim. No Rio, totó.
Na padaria, aqui, pede-se um pãozinho. 
Se for em Portugal, é melhor pedir um cacetinho.
Lá, se comprar balas, peça rebuçados.

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BELA ITANHAÉM

TROCANDO EM MIÚDOS

"CAUSOS": COLEGAS, AMIGOS, PROFESSORES

GRAMÁTICA E QUESTÕES VERNÁCULAS
PRODUÇÃO JURÍDICA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (O JUIZADO DE PEQUENAS CAUSAS)

e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 
Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

TÃO CONHECIDOS ...

"É cuspido e escarrado a sua cara!"A frase original era: "(...) esculpido em Carrara".

Carrara é um tipo de mármore.
Ficou horrível!

E esta:
"Quem tem boca vai a Roma!"
Como nasceu?
"Quem tem boca vaia Roma!

Só mais uma:
"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão."
Era: "Batatinha quando nasce, espalha a rama...

"EM VEZ DE" X "AO INVÉS DE"

Em vez de = no lugar de

Ao invés de = ao contrário de

"PARA EU ..." "PARA MIM"

Digo: "para eu fazer", "para eu premiar", e não "para mim fazer".

"Eu" faço, e não "mim".

INDEPENDENTE OU INDEPENDENTEMENTE?

"Independente de eu ter vindo, ...": é errado.
O correto seria dizer: "Independentemente de eu ter vindo ..."

GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.

ALUGUERES

Qual o plural de aluguel: aluguéis ou alugueres?
Os dois, uma vez que aluguel pode ser grafado aluguer.
Qual a diferença?
Aluguer é mais usado em Portugal.

É MUITO, MUITO SÉRIO

Qual o superlativo absoluto sintético de sério?

SERIÍSSIMO.

ESTADIA X ESTADA

“Espero que sua ‘estadia’ seja muito boa.”
Estadia e estada são sinônimos, no dicionário. Mas não é bem assim.
A ESTADA é utilizada para pessoas e ESTADIA para animais, veículos e navios.
Qual a diferença? A norma culta.
A nossa língua é viva. Você nasceu Vossa Mercê.

GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.

CABELEIREIRO OU CABELEREIRO?

A forma correta é cabeleireiro.

Por quê?

Por que é uma palavra derivada de “cabeleira” (cabeleira + o sufixo eiro).

PENALIZAR E APENAR

A dica veio da palestra do professor Sidney Gusman ( 1).
Conferido no dicionário (2): ele tem toda a razão.

Usa-se PENALIZAR quando se quer dizer que “tem pena de alguém”.

Quando o propósito é dizer “punição”, deve-se usar APENAR.

penalizar
pe.na.li.zar
(pena2+izar) vtd 1 Causar pena ou dó a; pungir: Aquele quadro doloroso penalizou-o. vpr 2 Sentir grande pena: Penalizara-se profundamente. vtd 3 Sobrecarregar de modo penoso: O custo de vida penaliza a população.

apenar
a.pe.nar
(a1+pena+ar2) vtd 1 Intimar, notificar, cominando pena, para comparecer e prestar algum serviço. 2 Alugar, contratar: Apenar obreiros.

(1) GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.
(2) http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=intenção

AUTÓPSIA, AUTOPSÍA, NECRÓPSIA, NECROPSIA

Segundo o dicionário Michaelis (a), autópsia é:
“sf (gr autopsía) 1 Exame de si mesmo; introspecção. 2 Abertura de um cadáver, para estudos médicos ou conclusões judiciais; necropsia, necroscopia. 3 Vista interior. 4 Análise: Autópsia de um livro. Var: autopse.”
O dicionário Priberam (b), por outro lado, registra:
“s. f.
1. Exame médico das partes internas e externas de um cadáver.
2. Necropsia.
3. Exame atento de si mesmo.”
E ainda podemos destacar Maria Helena Diniz, no seu Dicionário Jurídico, 2005:
“Autópsia. Medicina legal. 1. Pormenorizado exame médico-legal, interno e externo, das partes de um cadáver, abrindo-o, para estudos médicos ou conclusões judiciais, reconhecendo as causas do óbito, esclarecendo fatos criminosos, questões de acidente de trabalho, suicídios, etc. 2. O mesmo que NECROPSIA e NECROSCOPIA.”
Das formas em conflito, existem ainda: autopse, necropse, autoscópia, autoscopia.

SOUTIEN OU SUTIÃ? OU AINDA PORTA-SEIOS? CURIOSIDADES SOBRE PALAVRAS IMPORTADAS

convescote, picnic, piquenique, boate, futebol, xampu, porta seios, porta-seios, soutien ou sutiã, sutiã ou soutien, inglês, portugal, francesa, palavras importadas,

Temos no português várias palavras importadas. Sutiã é uma delas (e não soutien).


     Sutiã é a forma aportuguesada da palavra francesa soutien.

     Quando incorporadas ao português, são as palavras adaptadas à grafia portuguesa.

     São também exemplos de palavras importadas (do francês e do inglês): xampu, boate, futebol etc.


     Uma curiosidade: usamos piquenique, do inglês picnic.


     Mas tanto piquenique como sutiã tinham um...

ONDE FICA O ACENTO TÔNICO?

Esta pode parecer difícil.
Difícil, uma vez que comumente falamos errado. Falamos, ouvimos e reproduzimos.
Assim, o falar certo até soa errado. Mas para quem conhece, é legal.

FLUIDO - INTUITO - ÍNTERIM

Não se diz FLU(Í)DO, MAS FL(Ú)IDO. Assim como INT(Ú)ITO.

E o correto é (Í)NTERIM, E NÃO INTER(Í)M.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"A PAR" E "AO PAR"

Uso A PAR:
significa: "ao lado", "junto de".

A PAR de:
tem o sentido de "em comparação de", "à vista de".

AO PAR DE, por sua vez, significa "ao corrente", "ao fato".

Não obstante, ao par (conhecendo o fato) DO prejuízo ocorrido, não seria cabido todo o pedido.

terça-feira, 12 de maio de 2009

AINDA EMBAIXO E EM CIMA

Em atenção ao comentário de Fabiana Farias à postagem "Embaixo" ou "em baixo"?, retomo o tema.
Pois é, Fabiana, fazer o quê?
Podemos nos socorrer do Dicionário de Questões Vernáculas, e nos consolar com o seu autor, o saudoso mestre Napoleão Mendes de Almeida:
"Já vimos, no verbete "de certo", a incongruência do sistema de 43 no grafar tais formas, considerando-as ora advérbios compostos, ora locuções adverbiais. Estamos diante de mais uma, pois enquanto consigna "em cima", em duas, oferece-nos "embaixo" numa só palavra.
Qual o critério para essa duaslidade gráfica? Nenhum, é a resposta, e confirmação disso obtém quem consultar o vocabulário oficial da academia; no verbete "cima", o relator dá as locuções formadas com essa palavra (de cima, em cima, em cima de, para cima, por cima, por cima de etc. - Este "etc." é do vocabulário); no verbete "baixo" o silêncio é completo. Como doutras feitas, o autor se esconde para não se ver apanhado em sua leviandade.
Se temos "por cima" e "por baixo", por que não temos "em baixo" ao lado de "em cima"? E assim: Se temos "de repente", por que não temos "de baixo"?

ÊXTRA OU ÉXTRA?

Leio hora “êxtra” ou hora “éxtra”?
Hora “êxtra”.
Por que extra a forma abreviada de extraordinário.
(Esta os alunos do professor Mauad já sabiam)
Mas fica também a história da fala (errada mas usual), aprendida no curso do professor Sidney.
Os garotos vendiam jornal nas ruas. Para anunciá-los, o “êxtra" não era sonoro o suficiente. Daí, gritavam: “Éxtra"!
E “éxtra” muitos dizem ainda hoje, apesar de não incorporado aos dicionários.

GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.

VOGAIS – COMO EU LEIO?

A – É – I – Ó – U

Por quê?
Por que Ê e Ô são semi-vogais.

GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

RUIM: COMO FALO - RÚIM OU RUÍM?

O meu problema com o "ruim" surgiu após um segundo curso que abordou a mesma questão, de forma diversa.
Nunca antes havia pensado como pronunciar a palavra: apenas falava.
O primeiro professor enfatizou a tonicidade da sílaba "ru", afirmando que o contrário seria criação dos cariocas.
No curso seguinte, o mestre asseverou que a sílaba tônica da palavra é "im", e que o inverso é simples "carioquês".
Entre um e outro, fiquei pior.
Daí pesquisei e evitei - o quanto pude - utilizar o vocábulo, na incerteza de pronunciá-lo, até que viesse a certeza.
Quando impossível evitá-lo, nascia a palavra, trêmula e gaga.
Agora, digo ru-ím, com ênfase.

O PORTUGUÊS – DE PORTUGAL – E O GOL (a)

Em Portugal, fala-se duas bolas a zero. No Brasil, dois gols.
No Brasil, diz-se pedestre. Em Portugal, peão.
Qual o plural de sal? sais. O de mural é murais.
Qual palavra terminada em al, el, ol, que faz plural com a terminação als, els, ols? Não usamos, em português.
Por isso, o plural correto de gol seria gol ou gois.
Mas incorporamos palavras do inglês.
Daí que a única forma em uso para o plural de gol é gols, um anglicanismo (b), somente em uso no Brasil.

(a) GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.
(b) http://michaelis.uol.com.br

ASSISTE AO X ASSISTE O

Assiste ao Jornal Nacional. Como assiste à palestra.
Assisti o Ronaldo: prestei assistência a ele.

TRASLADO X TRASLADO

Trasladar é transportar de um lugar para o outro. Um corpo morto vai de um lugar para o outro.
Este é o sentido mais comum.
Mas o Priberam (a) refere-se, também, a:
2. Adiar; transferir.
3. Traduzir.
4. Transcrever; copiar.
5. Dar sentido metafórico a.
Lembrando-nos que o primeiro significado encontrado no dicionário é sempre o mais aplicável.

E transladar, é o quê?
Segundo os dois dicionários (tanto o Priberan como o Michaelis (b)), significa o mesmo que transladar.

Os professores de português evidenciam diferenças entre os dois vocábulos, mas também recomendam os dicionários. Não discuto, apenas aponto.

(a) http://www.priberam.pt
(b) http://michaelis.uol.com.br

BOA NOITE!

Boa noite!
Boa tarde!
Bom dia!
Ao pé da letra seria com hífen, como o bem-vindo, porque são expressões.
Mas o uso convencionou a forma nossa conhecida.

GUSMAN, Sidney. A REFORMA ORTOGRÁFICA CHEGOU, E AGORA? – Novas regras: hífen, trema, acentos e a inclusão das letras K-W-Y. Palestra ministrada dia 29.4.2009, na sede da OAB-SP, 39ª SUBSEÇÃO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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