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segunda-feira, 18 de maio de 2009

AUTÓPSIA, AUTOPSÍA, NECRÓPSIA, NECROPSIA

Segundo o dicionário Michaelis (a), autópsia é:
“sf (gr autopsía) 1 Exame de si mesmo; introspecção. 2 Abertura de um cadáver, para estudos médicos ou conclusões judiciais; necropsia, necroscopia. 3 Vista interior. 4 Análise: Autópsia de um livro. Var: autopse.”
O dicionário Priberam (b), por outro lado, registra:
“s. f.
1. Exame médico das partes internas e externas de um cadáver.
2. Necropsia.
3. Exame atento de si mesmo.”
E ainda podemos destacar Maria Helena Diniz, no seu Dicionário Jurídico, 2005:
“Autópsia. Medicina legal. 1. Pormenorizado exame médico-legal, interno e externo, das partes de um cadáver, abrindo-o, para estudos médicos ou conclusões judiciais, reconhecendo as causas do óbito, esclarecendo fatos criminosos, questões de acidente de trabalho, suicídios, etc. 2. O mesmo que NECROPSIA e NECROSCOPIA.”
Das formas em conflito, existem ainda: autopse, necropse, autoscópia, autoscopia.

O curioso:
Autópsia e necropsia são os termos mais comuns.
Só que ao pé da letra, autópsia significa “fazer exame em si mesmo”: alguém já viu um morto fazer exame nele mesmo?
Por isso, o mais adequado (não necessariamente mais correto) seria usar necropsia.

E mais:
Quando procurado o termo autópsia no Dicionário de Questões Vernáculas, do saudoso professor Napoleão Mendes de Almeida, remete-nos ele a Etiópia:
“ETIÓPIA – Quando corresponder ao grego IA (ou ION), o vernáculo IA será breve; assim, cizânia, do grego zizánion, é proparoxítono.
Etiópia, embora paroxítono em grego, é em latim proparoxítono, por ser breve o I dessa terminação, e este deve ser o acento em português. Autópsia, do grego autopsía, segue a mesma orientação: é proparoxítono.
Por idêntica razão, anomalia, que em latim tem acento na sílaba MA, deveria ser também proparoxítono em português, mas... uma coisa a regra, outra o uso. Academia, economia, teoria, monarquia são palavras em latim proparoxítonas; o italiano diz, acompanhando o étimo, academia, mas vá alguém impor nessas quatro, e em boa quantidade de outras palavras, o verdadeiro acento em português. Os fatos se impõem e ao gramático só resta respeitá-los.

GREGO – ambrosía
LATIM – ambrósia
PORTUGUÊS – ambrósia

GREGO – estrategía
LATIM – estratégia
PORTUGUÊS – estratégia

GREGO – autopsía
LATIM – autópsia
PORTUGUÊS – autópsia

GREGO – rhapsodía
LATIM – rhapsódia
PORTUGUÊS – rapsódia

GREGO – mesopotamía
LATIM – mesopotâmia
PORTUGUÊS – mesopotâmia

Seria inominável pretender hoje absoluto cumprimento dessa regra; por que exigir, como faz Cândido de Figueiredo, que SOFIA, nome da capital da Bulgária, seja proparoxítono, “SÓFIA”? Vai muito entre mostrar, por mero diletantismo, o acento etimológico e ir de encontro ao que séculos e gerações solidificaram.
O descalabro é ainda maior quando lemos: “... pronuncie ALEXÂNDRIA por amor à uniformidade, à semelhança de ITÁLIA, ARÁBIA, SUÉCIA” – “... deixe ETIOPÍA E OCEANÍA para quem disser ITALÍA e RUSSÍA.”
Pobre da TURQUIA, da HUNGRIA, da SAMARIA e de PAVIA para quem obteve essas respostas. Em filologia, as comparações e os exemplos quando não fundamentados provam coisa muito diferente de erudição. Quando não possuidor de conhecimentos de grego e de latim, contente-se o professor de português com ensinar regras de concordância, de colocação, de flexão de infinitivo, conjugação de nossos verbos, que fará muito.
Dos nomes próprios geográficos terminados em IA a maior parte são proparoxítonos, principalmente quando de formação recente: ARÁBIA, BULGÁRIA, SUÉCIA, ÁUSTRIA, AMAZÔNIA, GOIÂNIA. Alguns no entanto existem paroxítonos: ANDALUZIA, LOMBARDIA, NORMANDIA, ANADIA, BERBERIA, ALMEIRIA, CAFRARIA, LEIRIA, HUNGRIA, PICARDIA, TURQUIA, etc.
Quando terminados em ÂNIA, os nomes geográficos são todos proparoxítonos: AQUITÂNIA, BETÂNIA, CAMPÂNIA, GERMÂNIA, LITUÂNIA, PENSILVÂNIA, UCRÂNIA. Esta a razão por que o acento comumente dado a “OCEANIA” não se justifica. OCEÂNIA, proparoxítono, é como se deverá corretamente dizer, e assim já se diz por muita gente. Adjetivos pátrios: etíope, etiópico, etiópio; fem. Etiopisa.”


(a) http://michaelis.uol.com.br
(b) http://www.priberam.pt

Um comentário:

  1. Ficou ótimo seu trabalho.Se for possível,visite-me no Recanto Das Letras:Américo Paz.//Entre outros textos:Quem Está Certo:Camões Ou Gonçalves Dias?Ambrósia Ou ambrosía?

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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