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sexta-feira, 8 de abril de 2016

DEDETIZAR OU DETETIZAR: COMO SE ESCREVE, EXEMPLOS, CURIOSIDADES E ORIGEM DA PALAVRA

como se escreve. dicionario
O correto é dedetizar (e dedetização, dedetizadora, dedetizei, dedetizado) e não detetizar.
Por quê?
     Com origem na substância Dicloro Difenil Tricloretano (diclorodifeniltricloroetano), conhecida pela sigla DDT ou D.D.T., surgiram os neologismos dedetização, dedetizar, dedetizador, dedetizado, dedetizável, incorporadas ao nosso léxico conforme o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia Brasileira de Letras.
     Originalmente, dedetizar significava...
aplicar DDT (diclorodifeniltricloroetano). Com o tempo, o conteúdo semântico foi ampliado e os novos termos passaram a representar também substâncias similares, a exemplo do que ocorre com cotonete, bombril e gilete, ainda que não  contenham diclorodifeniltricloroetano.
     Dedetizar passou então a significar "aplicar inseticida", qualquer que seja ele.
     Hoje, com a proibição do uso do diclorodifeniltricloroetano, a dedetização utiliza produtos com o mesmo objetivo, sem, no entanto, utilizar o DDT. 

     O DDT é o primeiro pesticida moderno e o mais conhecido dos inseticidas do grupo dos organoclorados. Sintetizado em 1874, teve suas propriedades descobertas em 1939, pelo entomologista suíço Paul Müller, o que lhe valeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1948, devido ao uso do DDT no combate à malária.
     Foi muito utilizado durante a Segunda Guerra Mundial para o combate ao tifo e à malária em soldados, que o usavam na pele, contra piolhos (transmissores do tifo). O produto atravessa facilmente o exoesqueleto quitinoso dos insetos, mas no uso tópico sua toxidade é relativamente baixa (é pouco absorvido pela pele). 
     A produção em grande escala iniciou-se em 1945. Em virtude do baixo custo e grande eficiência, a curto prazo foi ampla e excessivamente usado na agropecuária, no Brasil e no mundo, durante 25 a 30 anos.  
     A longo prazo, porém, produz efeitos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, como sugeriu a bióloga norte-americana Rachel Carson em 1962, em seu livro Primavera Silenciosa (Silent Spring). O amplo uso do DDT seria a principal causa da redução populacional de diversas aves, como o falcão peregrino e a águia calva ("bald eagle"- Haliaeetus leucocephalus), animal símbolo dos EUA. Esta foi a primeira manifestação ecológica contra o uso indiscriminado do DDT. 
     Em 1º de janeiro de 1970, com fundamento em estudos ecológicos que confirmaram o impacto ambiental, a Suécia foi o primeiro país do mundo a banir o DDT e outros inseticidas organoclorados. Vários países a seguiram, mantendo-se o uso, entretanto, no controle de doenças. 
     Na agropecuária, o uso do DDT deixa resíduos tóxicos na carne e no leite de animais domésticos, o que resultou em medidas restritivas impostas por países importadores de alimentos de origem animal.
     No Brasil, em 1971, surgiram as primeiras medidas restritivas: a Portaria nº 356/71 proibiu a fabricação e a comercialização de DDT e BHC para o combate de ectoparasitas em animais domésticos, mas liberou a utilização de larvicidas e repelentes de uso tópico; a Portaria nº 357/71 proibiu o uso de inseticidas organoclorados no controle de pragas em pastagens. 
     Em 1985 foi proibida a comercialização, o uso e a distribuição de produtos organoclorados destinados à agropecuária. A utilização foi permitida, todavia, em campanhas de saúde pública no combate à malária e à leishmaniose; no uso emergencial na agricultura, a critério do Ministério da Agricultura e como formicida e cupinicida. 
     O ser humano pode ser facilmente contaminado pela inalação ou ingestão de alimentos contaminados. Os organoclorados acumulam-se na cadeia alimentar e no tecido adiposo, causando distúrbios no sistema sensorial, digestivo e respiratório, podendo causar tumores ou levar ao óbito, a depender da exposição, em apenas duas horas.
     A substância, transportada por correntes de ar e oceânicas ou retida no organismo de animais migrantes marinhos ou voadores, está presente em todos os cantos do globo, por mais remotos que sejam. Há registros de contaminação do leite animal, carne, frutas e hortaliças, inclusive processados, como é o caso de óleo de cozinha.
     A Suíça baniu o DDT a partir de 1939 e a ONU pretende erradicar o uso de doze pesticidas nocivos ao meio ambiente e à saúde: aldrin, clordano, DDT, dieldrin, dioxinas, furanos, endrin, heptacloro, hexaclorobenzeno (HCB), mirex, bifenis policlorados (PCBs) e toxafeno. 
     O DDT não deve mais ser empregado na agricultura, mas utilizado no controle da malária, de forma restrita, por países que não possuem recursos e tempo para medidas sanitárias e de tratamento satisfatórios e no interior de residências, também restritamente.

     Na contaminação da cadeia alimentar, se a substância elimina os vetores, causa em contrapartida a mortalidade dos predadores naturais dos agentes transmissores das doenças que se pretendeu combater.

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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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