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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

“QUE SE CHAMA” OU “QUE CHAMA-SE”? O pronome relativo “que” sempre atrai o pronome “se”

Na linguagem informal, no Brasil, é predominante a próclise, ou seja, a colocação do pronome átono antes do verbo. É o caso de “se chama”, “se toma”, “se prende”, “se ama”.

Essa é nossa tendência natural, embora, para os gramáticos, próclise, ênclise e mesóclise seguem regras, que são obedecidas pelo padrão culto da norma.
Quando o verbo é precedido do pronome relativo que, a regra é – sem exceção – a próclise: “que se chama”, “que se toma”, “que se prende, “que se ama”; e não “que chama-se”, “que toma-se”, “que prende-se”, “que ama-se”: além de estranhas, estas...
construções estão incorretas.

Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador.
É natural desejar que se faça justiça; a maior de todas as almas não ficaria insensível ao prazer de ser conhecida como tal. Pierre de Marivaux
Há outros termos que atraem o pronome oblíquo para a formação da próclise.
1. Os advérbios que expressem circunstâncias:
1.1. negativas: não, nunca, jamais, ninguém, nada:
Não me acompanhe, pois sei o caminho.
1.2. de lugar: aqui, aí, lá, acolá, além, aquém:
Aqui se vive bem, com muita qualidade de vida.
Acolá estão as respostas que procura.
1.3. positivas, de afirmação: certamente, claro:
Certamente me lembro de você.
1.4. de intensidade: muito, pouco, extremamente:
Muito se quis, mas pouco se fez para alcançarmos bons resultados.
1.5. de dúvida: talvez, quiçá:
Talvez se esqueça do compromisso.
1.6. de modo: bem, mal, assim:
Assim se trabalha melhor.

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Se entre o advérbio e o verbo houver vírgula, a regra é a mesóclise:
Aí, mora-se com conforto.

2. Assim como o “que”, os outros pronomes relativos atraem, também, os pronomes átonos. Pronomes relativos são aqueles que se referem (e não que referem-se) a um termo anteriormente citado: que, o qual, cujo, onde, quando, quem.
A cidade onde passamos as férias tem praias magníficas.
Foi ele que fez.

 3. Pronomes indefinidos também atraem o pronome: quem, qualquer, alguém, pouco, muitos:
Alguém me feriu, sem que me apercebesse disso.
4. Pronomes demonstrativos também reclamam próclise: isso, aquilo, aquele, este:
Isso me faz tão feliz!
5. As conjunções subordinativas e coordenativas: porque, conforme, mas, quando, se.

Você deve tomar o remédio conforme lhe prescreveu o médico.

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GRAMÁTICA E QUESTÕES VERNÁCULAS
PRODUÇÃO JURÍDICA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (O JUIZADO DE PEQUENAS CAUSAS)

e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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