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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DÓLO OU DÔLO: COMO SE FALA?

Há tempos publiquei uma matéria em "CAUSOS": COLEGAS, AMIGOS, PROFESSORES e no Recanto das Letras que deu o que falar (rende até hoje): o texto que alude a uma passagem em que fui corrigida, no início do curso de Direito. Admiti meu erro na faculdade, aprendi a pronúncia correta, consultei...


Há tempos publiquei uma matéria em "CAUSOS": COLEGAS, AMIGOS, PROFESSORES e no Recanto das Letras que deu o que falar (rende até hoje): o texto que alude a uma passagem em que fui corrigida, no início do curso de Direito. Admiti meu erro na faculdade, aprendi a pronúncia correta, consultei material a respeito e passei o ensinamento adiante.

Entretanto, não foram poucos os que criticaram (e ainda criticam) a matéria sem qualquer embasamento, com fundamento no simples "achômetro",  o que ao invés de contribuir para esclarecer os leitores em dúvida apenas se presta a mantê-los nas trevas.

Naqueles idos, entendia ser a pronúncia correta a que acompanhava paroxítonas que conhecia. Afinal, não se diz "bôlo", "tôlo" e também "nôvo"? Por que não "dólo"?

Porque não. Porque existe uma pronúncia correta, segundo as regras da ortoerpia e eu estava errada. A se apoiar o bem falar apenas nas palavras conhecidas não se deveria dizer "cólo", mas "côlo", nem "cólos", mas, ao invés, "côlos". Sem razão, então.

Existem fundamentos a apoiar a pronúncia aberta: "dólo" e não "dôlo"?

Muitos. Para simplificar reproduzo o texto maltratado pelos leitores, aos quais, é claro, agradeço sinceramente por manter vivo e ativo o artigo, e também os fundamentos do mestre José Maria da Costa, publicado em Gramaticalhas, no artigo Dolo.  



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“DÓLO” X “DÔLO”


Entre tantos alunos, lecionando-se por tantos anos, as lembranças confundem-se.
Mas os episódios passados entre professor e aluno ficam marcados.
Nunca esqueço da primeira vez, no primeiro ano, quando lhe fiz uma pergunta, e o mestre me corrigiu.
Eu havia dito "dôlo", ao invés de "dólo".
Daí em diante, nunca mais incorri nesse erro.
Ao contrário, quando diziam "dôlo", eu corrigia: dólo!
A resposta ao reparo, invariavelmente, questionava a fonte.
Então, eu remetia-me à primeira correção, inserindo todo o tamanho do professor Helcio para corroborar a minha afirmativa.
Assim foi.

Agora, quando vejo colegas dizendo "dôlo", no quarto e penúltimo ano, e outros professores corrigindo-os, sinto um aperto no coração e um sentimento de gratidão invadir-me.

Sua voz, lá do primeiro ano, repete:
- "Dólo", não "dôlo"!


Dolo

1) Do latim dolus (que significa artifício, manha, esperteza, velhacaria), tem sido empregado na terminologia jurídica, na acepção civil, "para indicar toda espécie de artifício, engano, ou manejoastucioso promovido por uma pessoa, com a intenção de induzir outrem à prática de um ato jurídico, em prejuízo deste e proveito próprio ou de outrem".1 Ex.: "Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo, para anular o ato, ou reclamar indenização" (CC/1916, art. 97).
2) Em sentido penal, é o "desígnio criminoso, a intenção criminosa em fazer o mal, que se constitui em crime ou delito, seja por ação ou por omissão".2
3) Quanto à ortoepia, assim é o ensino de Vitório Bergo: "De acordo com a quantidade latina da vogal tônica, esta deve ser aberta em português ( e não )".3
4) Também do entendimento de que seu timbre é aberto é Luiz Antônio Sacconi.4
5)Em perfeita harmonia com os autores já citados, Cândido Jucá (filho) aponta-lhe, como pronúncia correta, o timbre aberto (ó).5
6)Em idêntico modo de pensar, Domingos Paschoal Cegalla refere que a pronúncia da vogal tônica do mencionado vocábulo é aberta, "como em solo".6
7) Após noticiar a equivocada tendência à pronúncia do o tônico com o timbre fechado (ô), observa Eliasar Rosa que, segundo os estudiosos da etimologia, dólon era o mastro escondido de navio antigo, assim como todo punhal que trouxesse a lâmina oculta, dissimulada em cabo de chicote ou dentro de uma bengala.
8) E continua tal autor: "Por isso é que, em sentido amplo, fora do campo estritamente penal, dolo significa astúcia, maquinação, vontade consciente de induzir ou manter alguém em erro, a fim de lhe obter vantagem para si mesmo, ou para outrem".7
____________
1Cf. SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico.Rio de Janeiro: Forense, 1989. vol. II (letras I), p. 120.
2Ibid.
3Cf. BERGO, Vitório. Erros e Dúvidas de Linguagem. Rio de Janeiro: Livraria Editora Freitas Bastos, 1944. vol. II, p. 91.
4Cf. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática. São Paulo: Editora Moderna, 1979. p. 18.
5Cf.JUCÁ FILHO, Cândido. Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: FENAME – Fundação Nacional de Material Escolar, 1963, p. 223.
6CfCEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 127.

7Cf. ROSA, Eliasar. Os Erros Mais Comuns nas Petições. 9. ed. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S/A, 1993. p. 60.

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

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